ALFRED HITCHCOCK (1899-1980)
Conhecido como "O Mestre do Suspense" o diretor inglês começou no cinema mudo e trabalhou em Londres até 1939, quando o produtor David O. Selznick lhe ofereceu US$ 800 mil para fazer cinco filmes nos Estados Unidos. Versátil, Hitchcock realizou no novo país seus dramas de suspense, documentários de guerra para o governo, uma comédia (Um Casal do Barulho) e acabaria se estabelecendo em Hollywood.
Embora fosse aficcionado das tramas criminais, Hitch tinha verdadeira fobia de policiais. Isso se devia a um trauma infantil, que ele sempre recordava em entrevistas: por causa de uma travessura, o pai havia pedido à polícia para prendê-lo por dez minutos na cela de uma delegacia.
Desde seus primeiros filmes, o cineasta criara um método de trabalho baseado no rigoroso planejamento de todas as cenas. Outra de suas obsessões era a respeito do que chamava de "cinema puro", uma série de conceitos de representação e narrativa que, segundo ele, só se aplicavam à linguagem cinematográfica e ajudavam a criar suspense.
"Festim Diabólico", por exemplo, ficou célebre por ter apenas oito cortes, quase todos imperceptíveis, reforçando a ilusão de que toda a narrativa se desenrolava diante do espectador em tempo real. O elenco ensaiou exaustivamente para rodar os longos planos-sequência.
Ainda que dissimulasse um certo desprezo pelos atores, que qualificava como "gado", tinha seus intérpretes favoritos. Trabalhou quatro vezes com Cary Grant, quatro com James Stewart, três com Ingrid Bergman e três com Grace Kelly - esta a mais famosa de suas loiras aparentemente glaciais, mas pulsantes de sensualidade.
Hitchcock também ficou famoso por seu hábito de fazer pontas nos próprios filmes, aparecendo e saindo rapidamente de cena.
"Psicose" foi certamente sua produção mais bem-sucedida comercialmente. Mas o que lhe deu dinheiro de verdade foi o seriado de televisão que dirigiu de 1955 a 1961, apresentando histórias de suspense e mistério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário