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segunda-feira, 4 de julho de 2011

CHARLTON HESTON


Charlton Heston

John Charlton Carter nasceu em Illinois, em 4 de outubro de 1924. Demonstrou interesse pelo teatro desde criança, e ainda jovem se inscreveu em cursos. Em um desses conheceu Lydiua Marie Clarke, que viria a se tornar sua esposa com quem teve dois filhos. Os dois trabalharam em várias peças, dentre elas uma montagem de "Antonio e Cleopatra". Seu primeiro filme foi "Julius Caesar" (1949), dirigido por David Bradley. O filme lhe abriu caminho para o sucesso. Antes os dois haviam trabalhado juntos em PErr Gynt (1942).
Dentre seus filmes de sucesso estão "O maior espetáculo da Terra" ("The greatest show on earth" - 1951), de Cecil B. DeMille; "A selva nua " ("The Naked Jungle" - 1954), de Byron Haskin; "O segredo dos incas" ("The secret of the Incas" - 1954), de J. Hopper; "Aventura sangrenta " ("Far horizons" - 1955), "Os dez mandamentos" ("The ten commandments" - 1956), de C. B. DeMille, e "A marca da maldade" ("Touch of Evil" - 1958), de Orson Welles, Ben-Hur (1960) e El Cid (1961).
Sua filmografia durante os anos 60 se completa com filmes como "55 dias em Peking" ("55 Days at Peking" - 1963) - com Ava Gardner -, "Agonia e êxtase" ("The agony and the ecstasy" - 1965) - baseado no romance de Irving Stone e no qual encarnou o papel de Michelangelo -, "O senhor da guerra" ("The war Lord" - 1965) - ambientado na Normandia do século XI -, "Khartoum" (1966) - junto a sir Laurence Olivier -, e "O planeta dos macacos" ("The planet of de apes" - 1968).
A estes, seguiram outros papéis históricos, com "O senhor das ilhas" ("The Hawaiians" - 1970) - sobre um magnata de plantações no Havaí -, e "À sombra das pirâmides" ("Antony and Cleopatra" - 1973).
Também trabalhou em "Os três mosqueteiros" ("The three musketeers" - 1974) - em que fez o cardeal Richelieu -, "Aeroporto 75" ("Airport 1975" - 1974), "Terremoto" ("Earthquake" - 1974) - com Ava Gardner -, entre outros filmes.
Junto com sua figura artística, que se completa com outras 70 obras de teatro e seis livros, Heston também teve uma forte faceta política, sendo conhecido como o último bastião dos conservadores em Hollywood. O ator morreu aos 84 anos em sua casa, cercado pela esposa e filhos.





terça-feira, 26 de abril de 2011

CRISTOPHER LEE - ICONE DO HORROR NO CINEMA


Cristopher Lee


Christopher Frank Carandini Lee nasceu em 27 de maio de 1922, em Londres, descendente de uma tradicional família européia. Após a escola preparatória, fez um rigoroso colegial, onde aprendeu Grego e Latim. Trabalhou como mensageiro e office-boy, ganhando um salário miserável.
Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu as forças especiais da Real Força Aérea Britânica, atividade que lhe rendeu uma condecoração.
Ao final da guerra, já estava habituado a apresentar-se em teatros musicais.
Em 1948, estreou nas telas num pequeno papel na produção inglesa Escravo do Passado.
Interpretou o monstro do título de A Maldição de Frankenstein (1957), filme da produtora Hammer que inaugurou o moderno horror britânico.
No ano seguinte, fez sua primeira aparição como Drácula em O Vampiro da Noite, dando início ao ciclo de vampiros da Hammer, consagrando-o como um dos vampiros mais famosos do cinema.
Sua vasta contribuição ao horror inclui outros filmes de monstro, mistérios de Sherlock Holmes para o cinema e TV, além de um papel no cultuado O Homem de Palha (1973). Mais recentemente apareceu em grandes produções, como O Senhor dos Anéis, Star Wars, A Fantástica Fábrica de Chocolate etc., aumentando sua filmografia.
- Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Vilão, por "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (2001).
- Recebeu 2 indicações ao MTV Movie Awards de Melhor Luta, por "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (2001) e "Star Wars: Episódio 2 - Ataque dos Clones" (2002). Venceu por "Star Wars: Episódio 2 - Ataque dos Clones".

- Fala alemão fluentemente.
- Serviu na Força Aérea Britânica entre 1941 e 1946.
- É primo distante de Ian Fleming, criador do personagem James Bond.
- Foi um dos jurados do concurso de Miss Universo de 1995.
- Com exceção de 1995, desde 1948 ao menos um filme estrelado por Christopher Lee é lançado.
- Apesar de ter atuado em mais de 200 filmes, pouquíssimas foram as vezes em que interpretou o herói do filme. Em cerca de 85% de seus filmes interpretou o vilão da história.
Fonte: Wikipédia


PETER CUSHING - MAGNIFICO ATOR BRITANICO


Peter Cushing
Peter Wilton Cushing nasceu em 26 de maio de 1913, em Kenley, no condado britânico de Surrey. Faleceu em 11 de agosto de 1994
Filho de George Edward Cushing e Nelli Marie, morou parte da infância num subúrbio de Londres, retornando, porém, a Surrey, onde o pai trabalhava como agrimensor.
Desde cedo afeito à representação, a que foi levado por uma tia, que era atriz, dedicou-se ainda ao desenho. Trabalhou como ajudante de agrimensura, usando os dotes para o desenho, ao tempo em que atuava no teatro local. Mudando-se para Londres, ali cursa a Escola Municipal de Música e Drama.
Durante uma breve passagem pelos Estados Unidos, fez sua estréia no cinema com um pequeno papel numa versão de O Homem da Máscara de Ferro. Retornou à Inglaterra e, durante a Segunda Guerra Mundial, uniu-se à Associação de Serviços Militares de Entretenimento. Após pequenas participações em filmes como Hamlet (1948) e Moulin Rouge (1952), dedicou-se a atuar em programas televisivos.
Sentiu-se atraído pela atuação desde muito cedo e, ainda na escola, envolveu-se no teatro local, até conseguir uma bolsa de estudos para a conceituada Escola Guildhall de Música e Drama, mudando-se para Londres.
Atuou no teatro londrino até mudar-se para Hollywood, em 1939, onde atuou em O homem da máscara de ferro, neste mesmo ano. Atuou em diversos filmes, e sua carreira foi mais destacada com os papéis de Sherlock Holmes e como Van Helsing, nas películas da Hammer Film Productions.
Aos 44 anos, estrelou A Maldição de Frankenstein, o primeiro filme de terror da Hammer, no qual interpreta o Barão Victor Frankenstein. Atuou cerca de 30 vezes ao lado de Christopher Lee, destacando inúmeras produções da Hammer. Seu carisma e tipo físico influenciaram muito seus papéis, os quais comumente eram de cientistas, arqueólogos e detetives. Por sua classe e extraordinária competência, é considerado o gentleman do horror.
Em 1989 recebeu o título de Oficial do Império Britânico.
Morreu em 11 de agosto de 1994, deixando como legado uma filmografia com mais de uma centena de títulos.



quinta-feira, 21 de abril de 2011

BELA LUGOSI - O MESTRE DOS FILME DE TERROR


Há muito procuro a resposta. Porém, acredito que, quando meus olhos escuros tornarem-se no momento em que vier receber a visita da “indesejada” — Deus, tomara que seja lá pelos cento e dez anos ou mais, pois amo viver —, provavelmente não tenha encontrado esta, em parte satisfatoriamente.

Divido minha aflição: qual o fascínio que há por trás dos filmes ao qual o protagonista tende a sugar o sangue de suas vítimas, caminhar ao largo de tumbas, e, conforme mostrado foi no hoje clássico: Entrevista Com o Vampiro, para aplacar sua sede, devore o líquido vital de nojentas criaturas que habitam bueiros?

Desconheço outro personagem, que tenha sido tema principal de tantos filmes — excetuando James Bond —, porque, desde que o cinema é cinema, desde que literatura é literatura, estes seres imaginários — com um finco na realidade. Sim, existe uma anomalia genética rara, que obriga algumas pessoas a receberem doses semanais de sangue, visto o alto grau de anemia. Obviamente, estas não possuem caninos — presente estão.

Talvez, parte desta atração, esteja na sensualidade que carregam consigo — uma querida amiga, afirmou-me certa vez. Gótica até a medula nos anos de juventude. Tem centenas de artigos voltados para o tema, guardados hoje no sótão da sua casa.

Meu anjo — que tão distante agora está, vislumbrando estrelas opostas às minhas, estações idem —, por mais de uma vez, disse-me que talvez o segredo esteja na piedade que os vampiros exerçam sobre nós. Quem sabe: banidos do paraíso, rejeitados pelo inferno, perambulando entre o mundo dos vivos, sem jamais poderem amar plenamente outro ser — quem seria capaz de entregar o coração a um renegado? —, representam na ficção, a mais antiga de todas as desgraças humanas: o amor não correspondido, por mais que se lute por ele.

Ou mesmo o susto — quem não gosta de levar um de vez enquanto?

No fim, provável que a junção destes três, crie em si o fascínio que temos por tais.

E neste quesito, nenhum ator foi mais perfeito — e completo —, ao interpretar o “conde das trevas”, quanto o húngaro Bela Lugosi.

Em Drácula (1931), além do horror — marca impregnada por Max Schreck em Nosferatu —, ares “quase românticos” — marca da época —, Lugosi incluiu no personagem uma sensualidade próxima a Rodolfo Valentino em Camille, Camille.

Nascido no dia 20 de outubro de 1882. Bela Ferenc Dezsõ Blaskó partiu para o mundo aos onze anos, fugindo de casa. Para sobreviver, trabalhava na área de minérios. Nas horas de folga, dedicava-se ao teatro amador. Hábil com os diálogos e trejeitos, logo passa atuar em peças profissionais (Shakespeare, tornou-se sua especialidade). Olheiros convidam-no para atuar no cinema. Usa o pseudônimo de Arisztid Olt. O sucesso na grande tela, porém, não livra-no de servir na Primeira Guerra. Ferido, toma diversas vezes morfina — ponto de partida para o vício que iria perdurar até o fim dos seus dias.

Com o fim da grande guerra — início da era do jazz —, o ator casa-se pela primeira vez. Todavia, o país natal encontra-se em meio a discussões políticas, brigas e violência. Para sobreviver, faz mais doze filmes. No fim, parte para Alemanha — que não lhe é agradável — e, depois para os Estados Unidos.

Na “terra das oportunidades” — onde não havia mais, resquícios dos últimos quatro tristes anos —, o ator entra em contato com a comunidade húngaro-americana, especialmente com atores, escritores e diretores teatrais. Estava “em casa”, definitivamente. Sobrevivia das suas interpretações, era admirado pelos amigos e outros profissionais.

O escritor John Balderston apresenta ao grupo — do qual Bela era integrante — uma adaptação que fizera de um livro de Bram Stoker, chamado Drácula. Os atores ficaram pasmos — outrora, nunca uma peça de terror fora apresentada por eles —, e viram ali uma grande oportunidade. No teste, Lugosi conseguiu o papel principal. Segundo relatos, ele simplesmente se transformara no instante que pisara no palco, assustando atores, diretor e o próprio Balderston. Reza a lenda, que ele nem estava trajado com as vestimentas do personagem.

O espetáculo foi um sucesso. O público ficou pasmo. Noites e noites lotadas. Os que viam uma vez, retornavam. Os que ainda não haviam ido, escutam relatos de um ator que “parecia não ser um ator, mas um morto-vivo”. Pessoas religiosas proibiam seus filhos de verem aquela “peça do mal”. O que atiçava a curiosidade da garotada. Lugosi, quase não era visto durante o dia — o que aumentava mais as estórias ao seu redor. Alguns juravam que, ele saía de uma tumba que ficava perdida no centro do cemitério local pouco antes de ir para o teatro. Na volta, arrastava consigo “donzelas inocentes, fazendo-lhes mal no seu caixão”. Ou até que, “viera fugido da Europa, onde propagara a desgraça, sugando o sangue de milhares e milhares”.

Os “homens de bem”, insistiam em fechar o teatro “onde aquela monstruosidade era apresentada”. Promessas foram feitas, mas, a polícia tinha medo que “aquele ser” pudesse lhes fazer algum mal. Os mais instruídos reconheciam um excelente grupo de atores e um escritor talentoso em meio a tanta bobagem.

O importante é que, tudo isto chegou aos ouvidos do diretor cinematográfico Tod Browing.

Numa noite qualquer, resolve ver a peça. Pessoas na proximidade tentaram-no impedir de entrar, no intuito de “salvarem a sua vida”. Browing, no fim da peça saiu assustado de tal forma, que, não queria ver Lugosi nem em sonhos.

Mas a figura não saía de sua mente. Cogitou que ficara impressionado por causa dos comentários. Nova apresentação. Resultado: passara a noite em claro. Lugosi o surpreendera mais do que na primeira vez.

No escritório, as imagens viam e iam na sua mente. Nunca ficara tão impressionado com uma peça, um ator. Resolvera procurar Bela. Motivo: queria lançar Drácula no cinema.

Anos depois, Browing comentaria o quão doce era o ator húngaro, e que, pessoalmente nos bastidores, oposto era da personagem. “O problema estava na hora em que ele encarnava Drácula”, confessou. “Era difícil dirigir sentindo-se intimidado com aquele personagem. Ele, simplesmente assustava a gente”.

Lugosi — que ainda não estava debilitado pelo vício —, entrega-se de corpo e alma a cada cena. Respirava o terror, transpirava o medo, seduzia atrizes.

Drácula — o filme — lançou o ator para o sucesso. Mas, também deixou-lhe uma marca terrível: não conseguia ser reconhecido mais como “ele mesmo”, e sim, como o “Drácula”. Infelizmente, isto ocorreu com Rita Hayworth no clássico Gilda — a entrega fora tamanha, que ator-personagem confundem-se.

Lugosi segue em frente, fazendo outros filmes — alguns fora do gênero terror —, destaque para o raríssimo: Assassinato Na Rua Morgue. Mas junto com a decadência — o buraco para a heroína foi aumentando.

Viciado, estereotipado, ninguém queria trabalhar com “aquele homenzinho”. Houve a oferta para que Bela interpretasse Frankstein — mas repudiou. Reza que, ao ler o roteiro, dissera que aquilo não passava de um personagem ridículo. O filme fizera sucesso. Ironicamente, interpretaria anos depois O Fantasma de Frankstein — superior ao primeiro —, mas que não alcançou — na época — sucesso entre público e crítica. Naquela época, monstros apenas serviam como motivo para comédias.

Mas se “no meio do caminho, havia uma pedra”. No meio do caminho havia “um anjo muito louco” para auxiliá-lo: Edward Davis Wood Jr. (Ed Wood), conhecido como o pior cineasta do mundo, procura Bela, visto ser um apaixonado por seu trabalho, e, convida-o para atuar em seus filmes. Wood na verdade é um diretor desastrado, que aproveita cenas de outros filmes que fizera — sobras de material — incluindo-as em suas películas atuais, não se importa com erros cinematográficos, além de possuir umas esquisitices: gosta de se vestir de mulher no camarim quando está nervoso, além de ser obcecado pela atriz finlandesa Maila Nurmi.

Desgraçado na morfina, sem perspectivas, Bela aceita. O primeiro trabalho deles juntos vem a ser Glen or Glenda? — uma bobagem dividida em duas partes, que sequer merece comentários. Se existe alguma validade histórica, é no fato que, tanto como Bela, Wood e a namorada Dolores Fuller aparecem na película.

Wood ajuda Lugosi a se internar — admirava-o muito. Essa relação é apresentada no filme Ed Wood (1994), com ótimas atuações de Johnny Depp no papel do diretor, Martin Landau (Bela Lugosi), Vicent D’Onofrio (Orson Well) e Sarah Jessica Parker (Dolores Fuller).

Este filme — que merece futuro artigo aqui no Purviance — possui duas cenas antológicas: quando a impressa que havia esquecido Bela, procura-o na clínica de reabilitação para fotografar sua desgraça. E os momentos finais do ator, filmados por Wood.

Livre por um tempo do vício, Lugosi filma sob o comando do diretor Bride Of The Monster (1955), The Black Sleep e Plan 9 From Outer Space (ambos de 1956).


Plan 9 From Outer Space — O Pior Filme de Todos Os Tempos

Wood tinha fascínio por Orson Wells , sonhava em criar um filme no mesmo nível de Cidadão Kane — eleito por duas vezes pela academia como o melhor filme de todos os tempos, a saber, nos ano de 1998 e 2008 — relegando ao meu amado Casablanca o segundo e terceiro lugar, respectivamente. E naquele ano de 56 estava mais do que decidido a criar sua obra-prima.

Lugosi estava então com setenta e quatro anos, saúde deteriorada. Mesmo assim, o diretor queria-o na sua película. Sim, ambos alçariam o sucesso com este filme. Wood como o melhor diretor de todos os tempos. Bela retornando em grande estilo ao posto que um dia lhe pertenceu na década de trinta, como um dos maiores atores de seu tempo.

Pouco antes do início das filmagens, Lugosi parte.

Vendo seu grande amigo dentro do túmulo, Wood jura torná-lo novamente no artista mais celebrado, e para tanto dá início as gravações de Plan 9.

Sem Lugosi. Wood — como costumeiramente —, utiliza gravações antigas deste — estas feitas semanas antes do falecimento do saudoso artista.

Consegue que Maila Nurmi participe do filme. Todavia, esta faz-lhe uma ressalva. Sem falas. Ela não diria um “a”. O que por final ocorre.

Em poucas semanas, o filme que por enredo conta a estória da vinda de alienígenas ao planeta Terra, no intuito de evitarem a construção de uma bomba que destruíra o sistema solar num futuro breve, é gravado. Na verdade, a idéia não seria tão má assim, se não fosse um pequeno detalhe: os visitantes para impedirem a construção da tal bomba, resolvem dar vida aos mortos para que estes dominem o planeta e evitem a construção da mesma.

Obviamente, o filme veio a ser um fracasso.

Wood prossegue na carreira, falecendo em dezembro de 1978.

Os anos transcorrem, sendo que, a película permaneceria esquecida por muitos. Isto, até o momento que a crítica especializada elege Plan 9 como “o pior filme de todos os tempos” — surpreendentemente ganhando de Glen or Glenda? —, e Ed como o “pior diretor de todo o planeta Terra”.

O que ninguém esperava, é que com isto, a curiosidade toma-se conta dos cinéfilos em geral. A procura pela película e tudo o que era referente ao seu diretor, ocorre.

Em tempos atuais, Plan 9 é considerado o maior filme trash de todos os tempos. Apreciadores desta arte obrigados são a tê-lo na sua prateleira. Ao mesmo tempo, o culto ao diretor cresceu — Tim Burton deu uma mãozinha com seu filme de 1994. E revisto hoje pela crítica atual, é tido como cult, e até discute-se a intenção deste ser um filme “humorístico” e não de ficção séria.

Obviamente, o anti-sucesso de Plan 9 respingou no histórico de Lugosi. Drácula foi revisitado muitíssimas vezes, e o padrão eternizado por Bela, ainda é perseguido por muitos atores da sétima arte. Destaque para o arrepiante Christopher Lee.

Lugosi ainda é responsável por ser influência direta de outro clássico, mas do mundo da música. Em 1978, uns garotinhos entram em estúdio — chamavam-se Bauhaus —, gravam em questão de horas uma faixa intitulada Bela Lugosi’s Dead — considerada hoje, como a primeira canção gótica de todos os tempos. Tecnicamente, coube a banda a introdução dos acordes reverberados de guitarra — graças à utilização dos novíssimos pedais Chorus, utilizados depois também pelo U2 e Police, nas clássicas Message In Bottle e Every Breath Take —, e acordes díspares de teclado. Mas, o grande trunfo da canção estava na voz gutural — à la Ian Curtis — de Perter Murphy. Trabalho digno da altura do homenageado. Quatro anos depois, este épico veio a aparecer na película Fome de Viver, estrelado por ninguém menos que o “camaleão” David Bowie — que tem pelo menos uns dois ou três maiores discos da história da música, entre eles o mais que legendário Ziggy Stardust de 1972.

Quanto à resposta em relação à pergunta no qual abri este artigo... Bem talvez ela tenha se ido, juntamente com a capa do eterno vampiro que Lugosi pediu para ser enterrado, naquele longínquo ano de 1956.

Por Ricardo Steil




LON CHANNEY - O HOMEM DAS MIL FACES


Nome:  Leonidas Frank Chaney
Nascimento e local: 01/04/1883, Colorado Springs, CO, EUA
Morte:  26/08/1930, Hollywood, CA, EUA, cancer
Ocupação: ator
Nacionalidade: Americana
Casamentos:  Frances Chaney e Hazel Hastings
Filho: Lon Chaney, Jr.
Biografia
Lon Chaney nasceu no dia 1 de abril de 1883 em Colorado Springs. Filho de casal surdo mudo, desde cedo aprendeu a se comunicar através da pantomina, linguagem gestual e expressões faciais. Quando sua mãe adoeceu de reumatismo, ele tinha 10 anos, e se viu forçado a abandonar a escola para cuidar dela e dos irmãos mais novos. Para entreter a família, ele ficava imitando pessoas que passavam por sua janela.
Trabalhou como guia de turismo, sendo, posteriormente contratado como pintor de cena para um teatro de Colorado. Acabou fazendo parte do elenco e estreando na peça “The Little Tycoon”. Estreou no cinema mudo, fazendo papéis sempre exóticos, como um chinês mandari em “Sr. Wu” (1927), gangster em “The Big City” (1928), mas o seu mais famoso personagem foi mesmo o de vampiro, com o qual ficou imortalizado. Devido à sua capacidade de retratar uma infindável variedade de personagens em toda sua carreira, ele se tornou conhecido como "O Homem de Mil Faces", e trazendo sucessos como "O corcunda de Notre Dame", "O fantasma da ópera"
Assim como Charles Chaplin, Lon também não queria fazer a passagem do cinema mudo para o cinema falado, sendo um dos últimos a falar. Ele também achava que era melhor na arte da pantomina do que falando.
Seu último papel foi na refilmagem de “The Unholy Three”, onde ele desempenhava um bandido ventrílogo, utilizando-se de cinco vozes diferentes, e provando que poderia sim fazer filmes falado. Menos de e meses depois do lançamento do filme, o ator morreu de hemorragia na garganta.



segunda-feira, 21 de março de 2011

VICENT PRICE, UMA LENDA DO TERROR


Vincent Price é o mestre do terror, atuou sua vida toda em filmes de Terror e Suspense, com seu estilo clássico e sua voz poderosa, se sagrou como o maior ator nesse estilo, superando até mesmo Bella Lugosi [O eterno Drácula].
Vincent Price nasceu em uma família e rica e tradicional, por conta disso trazia consigo uma carga clássica dos moldes europeus, assim que foi procurar emprego em Hollywood, seu requinte e sua maneira de agir, logo chamou atenção dos estúdios e assim conseguiu seu primeiro Papel em 1938, no filme serviço de luxo.
No ano seguinte fez mais 3 filmes, mas seu grande sucesso veio no filme A Mosca da Cabeça Branca [1958], que teve um remake digno no final dos anos 80 nas mãos de David Cronenberg.
Além de filmes Vincent Price emprestou sua voz para Alice Cooper, [que se declarou fã do ator na época] para uma faixa de um dos seus discos, a famosa Black Widow. Um ano mais tarde ele participaria do especial de Alice Cooper para a Tv, que seria baseada na letra desta canção.
Esse tipo de trabalho abriu novas portas para o ator, depois disso ele gravou a famosa voz por trás do clássico de Michael Jacksson Thriler [Sim a narração e a risada apavorante no final]. Ele também gravou a introdução de um clássico do Rock and Roll, The Number Of The Beast da banda Iron Maiden.



Em 1990 o ator faz seu último filme, Edward Mãos de Tessoura, um clássico de Tim Burton, 3 anos mais tarde Vincent morre em conseqüência de um cancer no pulmão, mas deixa um legado de mais de 100 filmes.
Um pouco antes de falecer Tim Burton faz um pequeno curta em homenagem a Vicent Price, que também narra o filme. A animação feita em stop motion foi mundialmente premiada.



domingo, 13 de março de 2011

LISTA DE FILMES - KLAUS KINSKI

Nikolaus Günter Karl Nakszynski, mais conhecido como Klaus Kinski, (18 de Outubro de 1926, Sopot, Polónia - 23 de Novembro de 1991, Lagunitas, Califórnia), actor alemão e pai da atriz Nastassja Kinski.

Durante a sua carreira, Kinski teve propostas de realizadores como Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Luchino Visconti ou Steven Spielberg, mas, segundo ele, recusava quase sempre a favor de papéis em filmes de realizadores menores ou medíocres, que lhe pagassem melhor e lhe dessem menos incómodo. No entanto, essas recusas deviam-se, provavelmente, ao facto de Kinski não querer trabalhar com realizadores com personalidades tão fortes quanto a sua, que o pudessem ofuscar ou, de alguma forma, subjugar.

A sua reputação internacional foi obtida depois de cinco colaborações com o cineasta Werner Herzog nos filmes Aguirre, der Zorn Gottes (1972), Woyzeck (baseado na peça de Georg Büchner) (1979), Nosferatu: Phantom der Nacht (1979), Fitzcarraldo (1982) e finalmente Cobra Verde (1987). Em 1989 Kinski foi também realizador do filme Kinski Paganini.

A personalidade Kinski era bastante pitoresca e controversa. Era uma vedeta caprichosa e difícil e as suas violentas explosões coléricas, por motivos insignificantes, tornaram-se lendárias. Era o terror dos realizadores e produtores. Por outro lado, era um Don Juan insaciável e chegava a querer participar num filme só para ter oportunidade de seduzir determinada actriz. Não era um actor camaleónico ou minimalista ou que pudesse representar vários tipos de personagens. A sua personalidade forte sobressaía e representava quase sempre personagens do tipo dostoievskiano: atormentados, fanáticos, violentos, obcecados, intensos, criminosos, apaixonados ou loucos.

Em 1975, publicou a sua magnífica e rabelaisiana autobiografia [i]Ich bin so wild nach deinem Erdbeermund[/i], onde relata a sua vida intensa e atormentada, as suas ardentes e inúmeras paixões e aventuras eróticas, e onde também revela a sua personalidade excessiva e algo fantasiosa.